terça-feira, junho 17, 2025

Pau que bate em Chico com ferro será ferido.

Se existisse viagem no tempo nós já teríamos conhecido um viajante do futuro.

Ou então, se viajar no tempo bifurca numa realidade alternativa... Estamos cá na original, sem graça, em que não recebemos viajante do futuro do mesmo jeito.

Ou senão, pros otimistas de plantão, o viajante já veio, já fez o efeito borboleta que tinha que fazer pra salvar o planeta de alguma catástrofe apocalíptica, ou pra realinhar as órbitas dos planetas, e depois desapareceu porque se apagou-se do próprio passado, ou continuou existente, ganhou na mega sena silenciosamente e foi ser vizinho do Jimmy Page.

Sabia que defenestrar em inglês é "defenestrate"?

EDIT: RICK RUBIN veio do futuro.

Quando obteve acesso à viagem, seja lá por quais meios, Rick Rubin pensou que tipo de vida deveria levar. "O que devo fazer no passado?"

Requisitos: 

 - Algo que dê dinheiro, claro.

 - Algo que dê pra usar as informações privilegiadas do futuro

 - Algo que seja uma ocupação, sem se tornar uma obrigação

 - Algo que seja prazeroso, interessante e dinâmico, mas que faça sentido.

Foi então que (provavelmente pedindo uma entidade pra computar e compilar as melhores possibilidades) ele se decidiu por ser um produtor musical.

Rick Rubin voltou ao passado, e agora, basicamente, sua vida é dar rolé com os heróis musicais de seu passado, virar brow dos seus próprios ídolos, e ser pago pra ensinar os indivíduos a tocar a música que eles mesmos compuseram.

Bem pensado, Rick.


segunda-feira, março 04, 2013

3ª lei


"Os incrédulos serão lançados nas chamas. Ali haverá choro e ranger de dentes."

Será que a terceira lei vale em todos os planos?
Seria a mesma maçã do Éden que ressurgiu na cabeça de Newton, trazendo elucidações divinas?
Ou será que rouba, se mata, se engana, e ponto de interrogação final?




sexta-feira, novembro 11, 2011

Bom dia, meus amigos! Peço ajuda, meu repertório está por um triz. Rabiscar um fraseado, desembaraçar pensamentos, inventar esboços de um outro estreito destino é tonelada a mais em um carrossel sucessivo de escolhas invariantes. Talvez se nós virássemos sempre a direita chegaríamos mesmo ao que renova o luar?


quinta-feira, agosto 11, 2011

Está suspenso: está suspenso! Não temos mais a página em branco. Escrevemos. São tantos impulsos impressos! Registros serenos. Quanto tempo faz? Mas não nos preocupemos, pois, de fato, não há marca indelével. E que assim seja possível, escrever mais uma vez.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Resolvi por escrever este recado, já que gosto muito de você.
E a vida continua: é poeira que virou zumzum...

quarta-feira, abril 28, 2010

bonita de chorar

como cultivar uma flor que, de tão bonita, nada mais vem à cabeça se não admirá-la?
como encher o pulmão do ar que vem do oceano, se a visão do mar não te deixa respirar?

não saber responder ou não saber, se quer, que estas perguntas existiam, pois foi como um devaneio antes de chegar o sono, em que não se sabe distinguir o real.

mas, neste instante num suspiro, busco a maresia e ao fechar os olhos tento uma última vez tocar a flor, em vão. é então que, com aquele frio na garganta, pareço querer chorar.

só mesmo uma rocha para abraçar a força do mar, enquanto o amor espera por outra flor.



quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Capacete

Se eu lhe comprasse um capacete, ainda sim, sua cabeça estaria sujeita a sérios traumas, mesmo em baixa velocidade. E até mesmo a morte poderia lhe ocorrer.
Aliás, a morte sempre pode lhe ocorrer devido a tanta fragilidade. Mas não importa, quero dizer, importa é lhe ocorrer. Ocorrer, a todo o tempo, sobre as fragilidades que se deve expor a cada momento. Exponha-as para que venham a ferida e a inflamação.
Ah! Eu acabo de comprar um capacete.