domingo, julho 30, 2006

Trilhado a videos e sonhadores


Capaz de arrancar-me um pedaço da alma, de fazer-me esquecer o cansaço e lembrar-me do sentimento humanista encerrado no peito. David fez por mim tanto quanto fez pelos outros. Recobrou-me o norte, o rumo a seguir. O caminho da coragem está traçado. O que nos resta é seguirmos em frente. Já, o que nos falta é a meta para contornar a curva.

sexta-feira, julho 28, 2006

Mente alemã

Ó Alemente! Germente!
Divindade dividida em dúvidas...
Matar ou matar???
Peraí, isso não é dúvida!

A questão é matar pelo racismo
ou matar pela ciência.

Usar o cérebro também é fato,
mas um nêutron que corre
acaba equivalendo a um escarcéu de balas,
de granadas, facas, cordas de nylon...

Condenaremos o racismo ou o plutônio,
consciência cruel ou inconsciência desastrosa?
As duas vão para o inferno,
seja pela igreja, seja por um dito popular.

Capacidade também é crime!!!

domingo, julho 16, 2006



Se temos todos dois lados do cérebro,
duas mãos, dois olhos, (Duas bolas)
certamente há duas personalidades a se criar.

Pior que bomba H, pior que arma química,
AIDS, rubéola, míssil, está a fonte de tudo...
O melhor e o pior da vida não vem do coração não senhor,
coração só descompassa quando nos transgride alguma emoção.
O grande potencial da vida - e da morte - é o cérebro.
O resto é metáfora.

sexta-feira, julho 14, 2006

Qual o quê !?

Há uma cortina de neblina a nos orientar
Arritmia de um tom é o nosso sonar.

Particulariedade nossa.
Um jeito de seguir os catadióptricos.

Qual o quê!? Ainda me resta o pensamento.
Embora sô, desigualar as medidas vividas.

Que o dia vá, outro vem.

quarta-feira, julho 12, 2006

A CASA


Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque a casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não tinha ali
Mas era feita
Com muito esmero
Na Rua dos Bobos
Número Zero.

Vinicius de Moraes

sexta-feira, julho 07, 2006

Intimidades...


Amanheceu,
o impossível vamos viver

Amanheceu,
o impossível não é pecado.

É hora de partir....


Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada,
aconchegada nos meus braços,
que rio e danço
e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Ausência, Carlos Drummond de Andrade

domingo, julho 02, 2006

"em toda parte onde eu tive o que sou" T.M.&M.A.

nada fica
só se marca
tivemos e somos
é passado e presente
aquele compõe este
e este continua