
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada,
aconchegada nos meus braços,
que rio e danço
e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Ausência, Carlos Drummond de Andrade
5 comentários:
Vou vivendo minha sorte
com lutas e guerras...
Ê Minas, Ê Minas
É hora de partir...
Vou me embora pra bem longe...
vou me embora pra bem longe...
Deixa pra lá
Ficar no esquecido
É bom caminhar
Cicratiza o peito ferido
flores brancas voaram pela janela
em póstumas mensagens de amor
Despedida é o nome dela
para despir-se de qualquer dor
... A gente ri
A gente chora ...
... E depois não tem reprise
na sala de estar só ...
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