segunda-feira, novembro 26, 2007

A PESSOA CERTA

A pessoa certa atravessa a rua com seu terno branco, gravata de seda italiana. A pessoa certa, executiva de si mesma, atravessa a praça com sapatos pretos, meias de náilon norte-americanas. A pessoa certa entra no prédio, recolhe dinheiro, coloca na pasta, pega o elevador. A pessoa certa atravessa o hall e chega à porta giratória. A pessoa certa põe o pé na calçada e cai fulminada sem saber por quê. Álvaro Alves de Faria

Um comentário:

cinco dos cinco disse...

A pessoa certa de quê?

O cerne se encerra numa questão cerrada, densa. Cerca de centenas, quiçá milhares, sucumbiram ante a céticos sedentos da celeuma brasiliense, que centrados, assentaram seu embasamento no sacrifício. Negócio dirtorcido que sacramenta cédulas-santo metamorforseando-se a importância dos Reais em religião. Assim, o resultado é a criação de seguidores cegos acefalizados pela cobiça que fazem a festa dos fortunados. Insisto. A pessoa certa de quê? Certo de que estar certo é tão incerto quanto a certeza que cerca o cerceamento da censura.