sábado, junho 10, 2006

Cantilena de Lua Cheia...

De diante em agora...passo.
O laço surreal do esquecimento sob a ótica estática do movimento.

Afora a dentro...passo.
O nó real da ausência é pleno. Rapto dos desencontros pelo caminho.

Soluciona-me a certeza...passo.
A lâmina afiada para abrir histórias sobre o intangível.

Caos peregrino...passo.
Há olhos de onda de mar nas faces do Amor. O fogo está chegando!

Provoca-me...passo.
Viagem boa só com medo.

8 comentários:

Anônimo disse...

Deixe o vento dizer
o que serão dos rastos...

O importante é se orientar!

E quebrar o impulso
que sempre o faz retornar...

Anônimo disse...

Um poema de Drummond...

A um ausente

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enloqueceu, enloquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

Anônimo disse...

Lá no fundo...
uma voz etérea ao início,
propõe uma retomada:

- Você não precisa se preocupar!

Comparo tudo isso
a uma maria fumaça...e seu calor,
a locomotiva e sua inércia...

Assim o etéreo se faz grave
e já vale o que guarda o coração!

Anônimo disse...

É o silêncio que distoa
o real do imaginário.

O
instante
em que regressar significa
percorrer as trilhas da inspiração
sob a tutela do esquecimento...

Anônimo disse...

Paradeira para parar.
Há mais
um lugar na mesa de jantar!
Olha
aquele
beija-flor que pára no ar.

Furadeira para furar.
Vem ver o nosso retrato!
Nesta moldura que é como um arco.
Fura
a parede ou o sapato
que o peito já tá
que é todo atravessado.

Hoje é noite de lua cheia.

Anônimo disse...

"o amor
sentimento trazido
de um fim de mundo perdido
por alguém que se salvou"
Cartoon

Anônimo disse...

Onde anda a saia rodada da moça!
É lá que quero ficar!
Numa alegria clandestina...
Num nu de orgia...
Colado na saia da moça rodada!
Até que a Glória me chame de volta!
E eu possa ficar mais um pouco...

Anônimo disse...

Acredito que o que foi e não voltou não se salvou...salve o quatorze!!!!