O que era isso, que a desordem da vida podia sempre mais com a gente ?
Adjaz que me aconformar com aquilo eu não queria, descido na inferneira. Carecia de que tudo esbarrasse, momental meu, para se ter um recomeço. E isso era. Pela última vez, pelas últimas. Eu queria minha vida própria, por meu querer governada.
E aqui... ondé qué qui ocê faz as barbas das idéia ?
Prá prumar o rosto...
(a) um bom espelho ? (b) um bom punhal ? (c) oder justo a mão do quotidiano ? (d) será preciso uma meta ? (e) apenas um ponto de partida ? (f) errar...errar...errar...? (g) a vontade do primeiro rabisco ? (h) pra quem não sabe é um convite ? (i) esquecer é um jeito de lembrar ? (j) a letra(f)teve um duplo sentido? (g) apenas um ponto->.!?<-evolução?
Lembro-me saudoso do tempo em que contemplávamos o pôr-do-sol. Religiosamente, todos os dias o faziamos. Talvez fosse o momento mais belo dos longos dias de outrora. Da copa das árvores, interrompíamos qualquer outra atividade, quer fosse catar piolhos ou lançar detritos nos outros membros, já que o crepúsculo era o fenômeno mais mulitmídia que tínhamos acesso. Não que as referidas atividades não fossem o nosso supra-sumo, mas é que pouca coisa se fazia além dos nossos hábitos congênitos naquela época. O crespúsculo assumia um destaque pelos seus efeitos divinais. De especial, tal efeito possuia um degradê premunitório que alternava entre o vermelho escarlate e o negro profundo. Obviamente que passava pelo celeste, que era a tonalidade mais agradável. Eu digo premunitório, porque foi como o tempo, que se esvaiu. Em um degradê nonsense, discorreu por tonalidades difusas e, por muitas vezes, atonais. Hoje o mundo é diferente. Nós nem parecemos mais o mesmos. Podemos refazer o nosso mundo. Torná-los uma parte exclusiva, como nós mesmo somos. Pagamos o preço de altismos velados por um bem maior: Customizar a nossa realidade. Imagine só. Quando pude imaginar que meu espetáculo caberia dentro do bolso?
7 comentários:
Um conto, um canto...
Uma roda de amigos, encontro.
É a fogueira!
Pode chegar...
A noite é um abrigo.
Tente ser paciente...
talvez seja o último dia de sua vida.
De peito aberto aceite sua sentença.
É
morrendo
que se vive
para a vida eterna.
O que era isso,
que a desordem da vida
podia sempre mais com a gente ?
Adjaz que me aconformar com aquilo
eu não queria, descido na inferneira.
Carecia de que tudo esbarrasse,
momental meu, para se ter um recomeço.
E isso era.
Pela última vez, pelas últimas.
Eu queria minha vida própria,
por meu querer governada.
Que belo convite!
E é tão bom sentir que ele se renova
todos os dias... tudo tem o seu ciclo!
Muito bom... Cinq Amis!!!!
Espero que vcs escrevam muita coisa para nós.
E aqui...
ondé qué
qui ocê faz as barbas das idéia ?
Prá prumar o rosto...
(a) um bom espelho ?
(b) um bom punhal ?
(c) oder justo a mão do quotidiano ?
(d) será preciso uma meta ?
(e) apenas um ponto de partida ?
(f) errar...errar...errar...?
(g) a vontade do primeiro rabisco ?
(h) pra quem não sabe é um convite ?
(i) esquecer é um jeito de lembrar ?
(j) a letra(f)teve um duplo sentido?
(g) apenas um ponto->.!?<-evolução?
Muito prazê! Malmequé Bemmequé...
Se cada dia cai
Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.
Pablo Neruda
Lembro-me saudoso do tempo em que contemplávamos o pôr-do-sol. Religiosamente, todos os dias o faziamos. Talvez fosse o momento mais belo dos longos dias de outrora. Da copa das árvores, interrompíamos qualquer outra atividade, quer fosse catar piolhos ou lançar detritos nos outros membros, já que o crepúsculo era o fenômeno mais mulitmídia que tínhamos acesso. Não que as referidas atividades não fossem o nosso supra-sumo, mas é que pouca coisa se fazia além dos nossos hábitos congênitos naquela época. O crespúsculo assumia um destaque pelos seus efeitos divinais. De especial, tal efeito possuia um degradê premunitório que alternava entre o vermelho escarlate e o negro profundo. Obviamente que passava pelo celeste, que era a tonalidade mais agradável. Eu digo premunitório, porque foi como o tempo, que se esvaiu. Em um degradê nonsense, discorreu por tonalidades difusas e, por muitas vezes, atonais. Hoje o mundo é diferente. Nós nem parecemos mais o mesmos. Podemos refazer o nosso mundo. Torná-los uma parte exclusiva, como nós mesmo somos. Pagamos o preço de altismos velados por um bem maior: Customizar a nossa realidade. Imagine só. Quando pude imaginar que meu espetáculo caberia dentro do bolso?
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