sexta-feira, junho 16, 2006

e entardeceu...


e a noite já évem...
calma teu coração...
a penumbra cega nós
os pensamento veve no nosso peito
degusta os prazê!

muito prazê!

7 comentários:

Anônimo disse...

Um conto, um canto...
Uma roda de amigos, encontro.

É a fogueira!

Pode chegar...

A noite é um abrigo.

Anônimo disse...

Tente ser paciente...
talvez seja o último dia de sua vida.

De peito aberto aceite sua sentença.

É
morrendo
que se vive
para a vida eterna.

Anônimo disse...

O que era isso,
que a desordem da vida
podia sempre mais com a gente ?

Adjaz que me aconformar com aquilo
eu não queria, descido na inferneira.
Carecia de que tudo esbarrasse,
momental meu, para se ter um recomeço.
E isso era.
Pela última vez, pelas últimas.
Eu queria minha vida própria,
por meu querer governada.

Anônimo disse...

Que belo convite!
E é tão bom sentir que ele se renova
todos os dias... tudo tem o seu ciclo!

Muito bom... Cinq Amis!!!!

Espero que vcs escrevam muita coisa para nós.

Anônimo disse...

E aqui...
ondé qué
qui ocê faz as barbas das idéia ?

Prá prumar o rosto...

(a) um bom espelho ?
(b) um bom punhal ?
(c) oder justo a mão do quotidiano ?
(d) será preciso uma meta ?
(e) apenas um ponto de partida ?
(f) errar...errar...errar...?
(g) a vontade do primeiro rabisco ?
(h) pra quem não sabe é um convite ?
(i) esquecer é um jeito de lembrar ?
(j) a letra(f)teve um duplo sentido?
(g) apenas um ponto->.!?<-evolução?

Muito prazê! Malmequé Bemmequé...

Anônimo disse...

Se cada dia cai

Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.

há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.

Pablo Neruda

Anônimo disse...

Lembro-me saudoso do tempo em que contemplávamos o pôr-do-sol. Religiosamente, todos os dias o faziamos. Talvez fosse o momento mais belo dos longos dias de outrora. Da copa das árvores, interrompíamos qualquer outra atividade, quer fosse catar piolhos ou lançar detritos nos outros membros, já que o crepúsculo era o fenômeno mais mulitmídia que tínhamos acesso. Não que as referidas atividades não fossem o nosso supra-sumo, mas é que pouca coisa se fazia além dos nossos hábitos congênitos naquela época. O crespúsculo assumia um destaque pelos seus efeitos divinais. De especial, tal efeito possuia um degradê premunitório que alternava entre o vermelho escarlate e o negro profundo. Obviamente que passava pelo celeste, que era a tonalidade mais agradável. Eu digo premunitório, porque foi como o tempo, que se esvaiu. Em um degradê nonsense, discorreu por tonalidades difusas e, por muitas vezes, atonais. Hoje o mundo é diferente. Nós nem parecemos mais o mesmos. Podemos refazer o nosso mundo. Torná-los uma parte exclusiva, como nós mesmo somos. Pagamos o preço de altismos velados por um bem maior: Customizar a nossa realidade. Imagine só. Quando pude imaginar que meu espetáculo caberia dentro do bolso?