Procurei uma palavra, já que todas não me bastavam.
Encontrei um pássaro encantado e sua clausura num oceano de signos.
Era a liberdade e a tentativa de catalogá-la.
Fui adiante. Procurei um pouco mais.
Procurei uma sugestão, já que todos os objetivos sozinhos são rasos.
Desencontrei a quietude e sua luz na retina do comum.
Era a vontade e a concreta solução das ilusões.
Arrisquei um próximo passo. Escolhi a trilha mais aberta.
Procurei um vazio, já que todos os cheios transbordam.
Encontrei uma estrada bem sinalizada e suas placas e letreiros.
Era a absorção de um pano encharcado na resposta da ausência.
Quis buscar a fonte da primeira ponte que atravessei.
Procurei um motivo, já que todas as explicações não satisfazem.
Respirei um furacão diferente e seus relâmpagos de outras verdades.
Era um sonho e sua neblina de indagações.
Estou. Qualquer linha reta é uma encruzilhada.
Vou. Desde que a fera seja selvagem.
Não sei. Estou. Não importa.
O nome. O tempo. A forma. O ponto final.
terça-feira, junho 13, 2006
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5 comentários:
Sabemos sempre
do novo dia a nascer...
Mas nunca sabemos
como é que a noite cai!
Que comentário
mais sem sal... hein n•7 ????
Para aplacar todo o veneno
do silêncio num golpe de machado
é preciso ouvir o tempo passar!
E degustar...por que será????
Texto mió de bão,
mas eu entrei foi pra por minha piadinha do Eco em prática.
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho
Tirana... nome bonito!
Tirano...de tirar assim como fala.
Tirana... Tirar a Ana!
Pra dansar?
Da cabeça ?
Não importa... sempre será:
Tirana pra cantá!
Viva! Viva! Viva! Viva!
Gostaria de saber... mais de vcs!
Apresentem-se faceiros...
talvez sejam
mesmo um bando de feiticeiros!
beijos da flor de Maracujá!
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